Perfil do cirurgião-dentista mostra desigualdades regionais
Jornal
do Site, 04/03/2010
Enquanto um terço dos 220 mil cirurgiões-dentistas do Brasil
está no município de São Paulo - ao todo são 72,5
mil -, em centenas de cidades do País não há nenhum desses
profissionais. Mais detalhes sobre essa desigualdade pode ser vista no Perfil
do Cirurgião-Dentista, Perspectivas Atuais e Tendências, que está
sendo elaborado pelo Observatório de Recursos Humanos em Odontologia
da Universidade de São Paulo (USP), vinculado à Organização
Panamericana de Saúde (Opas), a pedido do Ministério da Saúde.
A intenção da pesquisa é balizar as políticas públicas
para distribuir melhor os cirurgiões-dentistas pelo País e controlar
o sistema de dados para evitar cadastros duplos. Além disso, é
fundamental para saber as necessidades dos municípios que têm carência
de profissionais e para a formação de políticas sociais.
"Essas informações são importantes para tomar decisões
na gestão", disse Ana Estela Haddad, diretora do Departamento de
Gestão de Educação na Saúde do Ministério
da Saúde, ao Jornal do CFO. "Hoje temos a presença do cirurgião-dentista
na equipe básica da Saúde da Família, junto com o médico
e o enfermeiro. A ideia de fazer os estudos sobre a força de trabalho
se dá do ponto de vista, não só do mercado, da estratégia
de saúde da família, mas também da formação,
uma vez que a atividade da secretaria envolve ainda políticas na área
de formação desses profissionais", complementou.
Os levantamentos completos seriam divulgados no próximo dia 25 de outubro,
Dia Nacional do Cirurgião-dentista, mas Ana Estela Haddad admitiu que
os dados, dificilmente, estarão consolidados até a data.